Um bom exemplo disso é a indiana Bajaj, que vem mostrando um apetite enorme para ganhar mercado nesse nicho intermediário. Grande parte dessa acelerada deve-se a parceria dos indianos com a KTM, que além de segurança financeira, proporciona know-how e tecnologia até então inacessíveis à Bajaj. Um dos primeiros frutos dessa união é a Bajaj Pulsar, modelo que compartilha o motor com a Duke 200 e que terá, ainda neste ano, uma irmã mais potente, a Pulsar 375. O novo modelo indo-europeu estará equipado com o mesmo propulsor da Duke 390, mas montado em um conjunto ciclístico desenvolvido pela Bajaj.
A Mahindra, outra gigante indiana do segmento - mais conhecida pelos seus automóveis utilitários e pequenas motocicletas de 125 cm³ -, também está prestes a lançar o seu próprio modelo de 300 cm³, de olho em uma boa fatia desse bolo. Na verdade, esse novo modelo Mahindra já foi apresentado com o nome de Mojo, em 2010, mas vários problemas impediram sua produção. Agora, a expectativa é que neste ano a empresa finalmente comece a produção. O problema é que, mesmo em 2010, a Mojo não apresentava grandes inovações, tendo suas raízes baseadas em um conceito da italiana Malaguti, a MR 250.
A Hero é outra fabricante que, atenta ao mercado, está desenvolvendo uma nova geração de modelos de média cilindrada. A marca, que por muitos anos foi parceira da Honda na Ásia, é conhecida pela qualidade e ótimo custo-benefício de seus produtos, qualidades que promete manter em sua futura linha de média cilindrada.
Outro nome de peso que, há bastante tempo, já vem envolvido em projetos nesse sentido é a Harley Davidson. Desde 2011, a marca americana está investindo fortemente no mercado indiano, especificamente com duas versões da 883 Sportster, a SuperLow e a Iron. Agora, a marca promete produzir na Índia um novo V-Twin de 500 cm³. Um modelo inédito equipado com esse novo bicilíndrico poderá ser o carro-chefe da marca no país, e pode ser apresentado na Expo Auto Índia, que acontece entre os dias 26 a 23 de maio. O início da comercialização ficaria para 2014.
E pensar que, até pouco tempo atrás, uma Harley-Davidson de 500 cm³ seria considerada uma blasfêmia, mas, neste momento onde o “downsizing” é algo irreversível e o foco está todo no meio ambiente, esta experiência tem tudo para dar certo.
Redação Motociclismo / Derkian Mendes
Imagens Divulgação

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